O planejamento da investigação pode ser feito de diversas formas, e uma das alternativas é a utilização de um cronograma. Kauark, Manhães e Medeiros (2010) afirmam que o Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a cumprir. As atividades e os períodos definir-se-ão a partir das características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho. Os períodos podem se dividir em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres. Este serão determinados a partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisador.
KAUARK, Fabiana da Silva. MANHÃES, Fernanda de Casto. MEDEIROS, Carlos Henrique. Metodologia da pesquisa : guia prático. Itabuna : Via Litterarum, 2010. 88p.
Alves (1991) argumenta que três tipos de situações são apontadas como origem de problemas de pesquisa: (a) lacunas no conhecimento existente; (b) inconsistências entre deduções decorrentes de teorias e resultados e pesquisas ou observações feitas na prática cotidiana, e; (c) inconsistências entre resultados de diferentes pesquisas ou entre estes e o que é observado na prática.
A mesma autora defende ainda que o fato de uma pesquisa se propor a compreensão de uma realidade específica, ideográfica, construída em condições vinculadas a um dado contexto, não a exime de contribuir para a produção do conhecimento. E a produção do conhecimento não é um empreendimento isolado; é um trabalho coletivo da comunidade científica, um processo que se desenvolve através da cooperação e da crítica. Assim, seja qual for a questão focalizada, exige-se que o pesquisador demonstre familiaridade com o estado do conhecimento sobre o tema para que possa situar o estudo proposto nesse processo, indicando qual a lacuna ou inconsistência no conhecimento anterior que o gerou. Mesmo ao estudar um caso específico, o pesquisador deverá sempre que possível, indicar a que fenômeno mais amplo o caso estudado se relaciona. Esta colocação da pesquisa proposta em perspectiva costuma ser feita numa seção introdutória que antecede a explicação do objetivo e ou questões de estudo.
ALVES, A. J. O Planejamento de Pesquisas Qualitativas em Educação. Cadernos de Pesquisas. Fundação Carlos Chagas. n. 77. São Paulo: Cortez, p.53-61, 1991.
Nesta Unidade Curricular, denominada “Metodologia de Investigação I”, iniciamos o Módulo 1 com um questionamento sobre qual o nosso conhecimento prévio sobre Investigação Científica, e seguimos com o estudo de sua natureza e características. Já no Módulo 2, discutimos seus Paradigmas (Positivista, Humanista e Crítico) e, no Módulo 3, conhecemos seus principais métodos e como escolher e desenvolver um Problema de Investigação.
Ao longo das minhas pesquisas para cada um dos módulos, procurei desenvolver um mapa conceitual com a ferramenta MindMup 2.0 For Google Drive, infográficos a partir do site Canva, além de um breve resumo e adição de links de materiais relevantes que encontrei. Foi uma ótima experiência utilizar o WordPress para sistematizar nossos posts. Considerei uma ferramenta muito intuitiva e não tive dificuldades para utilizá-la.
Quanto à bibliografia indicada para nossa leitura, o material que mais utilizei foi o livro de autoria de Creswell (2007) Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. O formato do livro, estruturado principalmente em passo a passos e dicas práticas, foi fundamental para compreender os conteúdos, considerando sua complexidade e extensão. Inclusive foi com base neste livro que elaborei todos os infográficos dos meus posts.
Ao longo dos módulos, compreendi questões fundamentais para a elaboração de meu futuro projeto de pesquisa:
1 – Antes de iniciar uma investigação, é importante verificar se estamos partindo deum problema de investigação relevante e científico.
2 – Logo após, é preciso delimitar qual o nosso objetivo com este estudo e para qual público iremos contribuir.
3 – É preciso definir se será uma investigação pura ou aplicada, e qual a modalidade de Investigação: quantitativa, qualitativa, mista.
4 – A partir do Módulo sobre paradigmas, compreendi que na área de Educação, podemos utilizar principalmente o Positivista, o Humanista, e o Crítico.
5 – Refleti sobre como estudar questões educacionais sob o Paradigma Positivista. Em meu primeiro post, relatei uma situação em que fui questionada, na apresentação de um trabalho em congresso, sobre a “certeza” de que minhas dinâmicas com os alunos foram efetivas para melhorar a aprendizagem deles. A grande questão é que utilizei métodos qualitativos, e estamos muito acostumados com gráficos, estatísticas e tabelas como “comprovantes” de que algo é verdadeiro. Acredito que o Paradigma Positivista ainda é mais bem aceito que o Humanista.
6 – Não conhecia o Paradigma Crítico e me pareceu mais atual, por permitir uma certa liberdade para discutir temas controversos. Questionei-me se ele é bem aceito pela comunidade científica, ou sofre algum tipo de ressalva.
7 – Quanto aos métodos de coleta de dados na pesquisa qualitativa, conheci mais profundamente as técnicas de entrevista, questionário e observação. Dentre elas, apliquei somente o questionário e, ainda assim, com minhas leituras percebi a importância da validação das perguntas por profissionais da área para verificar se elas têm a possibilidade de nos informar exatamente o que precisamos saber, e da melhor forma possível.
Conheci também duas ferramentas que me auxiliarão na escrita da minha dissertação: o Mendeley, para compilar minhas pesquisas bibliográficas, e o ResearchGate, uma comunidade científica para encontrarmos investigadores próximos de nossas áreas de pesquisa e colaborarmos com eles, além de podermos visualizar anúncios de emprego que possam nos interessar.
Seguem os links dos meus perfis nas duas plataformas:
Para concluir, considero que confeccionar este blog foi uma experiência enriquecedora e, com certeza, consultarei o material produzido ao longo do curso de mestrado.
Fleury & Werlang (2017) A pesquisa social básica, ou pesquisa cientifica, não trata apenas de resenhas bibliográficas ou elucubrações genéricas. Ela visa produzir conhecimento por meio de conceitos, tipologias, verificação de hipóteses e elaboração de teorias que possuam relevância na disciplina acadêmica ancoradas de determinadas escolas de pensamento.
Os autores citam Thiollent que indica que a pesquisa aplicada concentra-se em torno dos problemas presentes nas atividades das instituições, organizações, grupos ou atores sociais. Ela está empenhada na elaboração de diagnósticos, identificação de problemas e busca de soluções. Responde a uma demanda formulada por “clientes, atores sociais ou instituições”.
Para diferenciar a pesquisa científica e aplicada, argumentam ainda que elas não são mutuamente exclusivas, pois a ciência objetiva tanto o conhecimento em si mesmo quanto as contribuições práticas decorrentes desse conhecimento.
França (1994) defende que conhecer é a atividade especificamente humana. Ultrapassa o mero “dar-se conta de”, e significa a apreensão, a interpretação. Conhecer supõe a presença de sujeitos; um objeto que suscita sua atenção compreensiva; o uso de instrumentos de apreensão; um trabalho de debruçar-se sobre. Como fruto desse trabalho, ao conhecer, cria-se uma representação do conhecido – que já não é mais o objeto, mas uma construção do sujeito. O conhecimento produz, assim, modelos de apreensão – que por sua vez vão instruir conhecimentos futuros.
Referência bibliográfica:
FRANÇA, Vera Regina Veiga. Teoria(s) da Comunicação: busca de identidade e de caminhos. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, BELO HORIZONTE, v.23, n.2, p.138-152, jul./dez. 1994.
Theophilo (1988) argumenta que os diversos autores costumam classificar o conhecimento em popular, filosófico, religioso (teológico) e científico. O conhecimento científico diferencia-se dos demais, não pelo seu objeto de estudo, mas pela forma como é obtido. Conforme definição de Trujillo: ”A ciência é todo um conjunto de atitudes e de atividades racionais, dirigido ao sistemático conhecimento, com objetivo limitado e capaz de ser submetido à verificação.
Ogburn e Nimkoff. apud Lakatos (1995) indicam que a ciência é reconhecida por três critérios: a confiabilidade do seu corpo de conhecimentos, sua organização e seu método. Em função disso, as ciências sociais, por não possuírem as mesmas características das chamadas ciências naturais, como a química, a física e a biologia, são às vezes contestadas quanto à confiabilidade dos seus conhecimentos.
A mesma autora, Lakatos (1995) pondera, entretanto, que essa discussão perdeu intensidade e para tanto cita Caplow, o qual afirma: Mesmo que os resultados obtidos pelas Ciências Físicas sejam, geralmente, mais precisos ou dignos de crédito ao que os das Ciências Sociais, as exceções são numerosas (…) A Química é, muitas vezes, menos precisa do que a Economia.
Referências bibliográfica:
THEOPHILO, Carlos Renato. Algumas Reflexões sobre pesquisas empíricas em Contabilidade. Caderno de Estudos, São Paulo, FIPECAFI, v.10, n.19, p.9 – 15, setembro/dezembro 1998.
LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia cientifica 2, ed. São Paulo: Atlas, 1995, p.20.
“A Carta Ética para a Investigação em Educação e Formação (CEIEF) do Instituto de Educação (IE) da Universidade de Lisboa apresenta oconjunto de objetivos, princípios e orientações de foro ético, a respeitare a promover no âmbito das atividades de pesquisa e de supervisãorealizadas pelos seus membros, docentes, investigadores e estudantesde mestrado, doutoramento e pós-doutoramento.” Carta Etica da Comissão de Etica da UL
Atualmente a maioria dos processos de investigação utiliza uma combinação de metodologias.
Segundo “Pacheco (1995, p.72) considera que a triangulação, entendida como “utilização de estratégias interdependentes que se destinam a recolher diferentes perspetivas dos sujeitos sobre o objeto de estudo ou a obter perspetivas do mesmo fenómeno” se configura como um procedimento útil para conferir validade e credibilidade a todo o processo.
Com opinião semelhante, Coutinho (2008, p.9) que considera que a triangulação “consiste em combinar dois ou mais pontos de vista, fontes de dados, abordagens teóricas ou métodos de recolha de dados numa mesma pesquisa por forma a que possamos obter como resultado final um retrato mais fidedigno da realidade ou uma compreensão mais completa dos fenómenos a analisar”.
Segundo Stake (1999)existem diferentes estratégias de triangulação que contribuem para alcançar a confirmação necessária, para aumentar a credibilidade das interpretações que o investigador realiza. Baseando-se nos trabalhos desenvolvidos por Norman Denzin, Stake (1999, pp. 98-99) identifica quatro estratégias de triangulação:
Triangulação das fontes de dados – envolve a recolha de dados utilizando diferentes fontes;
Triangulação do investigador – requer a utilização de outros investigadores para observarem e descreverem o mesmo fenómeno. Os investidores recolhem os dados, independentemente uns dos outros, e procedem a comparação de resultados;
Triangulação da teoria – são utilizadas diferentes perspetivas para interpretar um fenómeno ou um mesmo conjunto de dados.
Triangulação metodológica – é a estratégia de triangulação mais reconhecida. Neste caso, os investigadores utilizam abordagens múltiplas, isto é, distintos métodos- observação, entrevista, análise de documentos- no âmbito de um estudo de caso, o que lhes permite realçar ou invalidar as interpretações realizadas.
Segundo outros investigadores, como, Gomes, Flores e Jimenez (1996, p.70) que acrescentam às quatro estratégias referidas uma quinta, que identificam como Triangulação Disciplinar, para identificarem um processo de triangulação onde se utilizam “distintas disciplinas para informar a investigação.” Morgado (2012, pp. 124,125)
“A lógica da triangulação é que cada método revela diferentes aspetos da realidade empírica e consequentemente devem utilizar-se diferentes métodos de observação da realidade.
Segundo Reichardt e Cook(1986) indicam as vantagens de combinar métodos, nomeadamente quando se trata de trabalhos de investigação com propósitos múltiplos, pois o facto de se utilizarem métodos diferentes podem permitir uma melhor compreensão dos fenómenos, do mesmo modo que a triangulação de técnicas pode conduzir a alcançar resultados mais seguros”. Ferreira e Carmo (2008, p. 202)
Referências Bibliográficas:
Carmo,H. e Ferreira,M.(2008). Metodologia da Investigação: guia para auto-aprendizagem. 2ª. edição. Lisboa: Universidade Aberta
Morgado,J. C. (2012).O estudo de caso na investigação em educação: Santo Tirso Portugal: De Facto Editores.
O primeiro passo de uma pesquisa, seja ela de abordagem quantitativa, qualitativa ou mista, é a determinação de um problema de investigação. Um problema surge quando temos questões sobre um certo assunto, ou uma necessidade é observada. O investigador, neste contexto, tem sua curiosidade e interesse despertados e precisa refletir, antes de mais nada, sobre a importância deste estudo e quais públicos serão beneficiados direta ou indiretamente.
Como formular um projeto de pesquisa?
Segundo Gil (2002) o problema precisa ser categorizado primeiramente como “científico” – como vimos anteriormente no post “Natureza e características da investigação científica”. Após, podemos seguir algumas regras práticas:
(a) o problema deve ser formulado como pergunta sobre o tema, provocando uma problematização;
(b) o problema precisa ser claro e preciso, com termos rigorosamente definidos;
(c) o problema deve ser empírico, estudado como fatos ou “coisas”, e não apresentar julgamentos morais ou de valores;
(d) o problema deve ser suscetível de solução;
(e) o problema deve ser delimitado a uma dimensão viável.
Caso seja constatado que o problema precisa ser tratado de forma mais estruturada e é pertinente, o investigador pode dar início à investigação, partindo de uma revisão bibliográfica.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
O objetivo da revisão bibliográfica é justificar a importância da investigação e criar distinções entre os estudos passados e o estudo proposto; este novo estudo precisa acrescentar algo à literatura ou ampliar ou retestar aquilo que outras pessoas já examinaram (Creswell, 2007). Para realizá-la de forma eficiente, o investigador pode selecionar palavras-chave e efetuar suas buscas em bases de dados, como o Google Scholar, ResearchGate, Pubmed, Scielo, dentre outros.
Logo após, caso sejam observadas deficiências ou lacunas na literatura existente, o investigador poderá propor alternativas para resolvê-las. Neste momento, o objetivo da investigação precisa ser delimitado, pois conduzirá toda a pesquisa.
Para concluir este tópico, considero importante o trecho abaixo, extraído do artigo de Nenty, (2009):
“A habilidade mais importante para uma revisão eficiente da literatura é a capacidade de ler rapidamente, compreender e resumir rapidamente o material e colocá-lo em uma forma que possa ser facilmente recuperada e usada no futuro. Durante uma revisão, as atividades de um pesquisador são citar, parafrasear, resumir e avaliar. Cada uma delas deve ser feita de maneira a proteger o direito do autor e evitar o plágio ”.
POSICIONAMENTO DO INVESTIGADOR
Igualmente importante é o posicionamento do investigador, ou seja, dentre os tópicos selecionados após a revisão da literatura e definição do objetivo, quais questões serão formuladas e quais aspectosserão estudados? As respostas a essas perguntas terão influencia direta das hipóteses que possui em relação ao tema.
Exemplificando: em uma pesquisa qualitativa, o investigador poderá propor uma questão geral, de forma a não limitar a pesquisa, e diversas subsequentes, ocultando seus objetivos; já em uma pesquisa quantitativa, poderá utilizar questões e hipóteses para moldar e focar especificamente o objetivo do estudo, considerando suas variáveis dependentes e independentes (Creswell, 2007).
O PAPEL DAS TEORIAS
Dependendo da abordagem escolhida para a investigação, as teorias podem estar presentes em diferentes momentos e servir a diferentes propósitos. Veremos a seguir as principais diferenças entre a teoria na pesquisa quantitativa e na qualitativa:
Quadro 1. Teoria nas abordagens quantitativa e qualitativa. Elaborado pela autora com base no artigo de Creswell (2007).
RESUMINDO…
Para sistematizar o que foi visto até aqui, consulte o Mapa Conceitual abaixo, elaborado sobre o tema (Clique sobre a imagem para ampliá-la).
Mapa Conceitual “Problemas de Investigação”.
REFERÊNCIAS
Creswell, J.W. (2007). Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2. ed. Porto Alegre: Artmed.
Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª Edição. São Paulo: Editora Atlas.
Nenty, H. J (2009). Writing a Quantitative Research Thesis. Int J Edu Sci, 1(1): 19-32.
Hoje, quando caminhava no bairro, fui interpelado por uma pesquisadora do Datafolha.
Após as considerações iniciais, ligadas à questão ética, vieram as perguntas do extenso questionário. “Ô” coisa chata responder em pé na calçada. Não poderia ser em uma padaria?
Primeiro faz-se um inventário do entrevistado. Quantos veículos possui, quantos banheiros tem na casa, geladeira, freezer, micro-onda, máquina de lavar, secadora, lavadora de louças, notebook, celular, tem gato, cachorro, periquito, ufa!
Depois vem o principal, com uma série de perguntas tendenciosas que levam à escolha do banco digital ideal. Uau!
Foi aí que eu me revoltei (de novo) e disse que a ordem das questões estava equivocada. Mas a pesquisadora (ou seria entrevistadora?) nada podia fazer a não ser seguir o script. Sendo assim, numa escala de 0 a 10, falei para ela anotar 5 em tudo.
Quando eu achei que tinha terminado ela veio com a pérola das pérolas: “Você é o chefe da casa?” Pqp (desculpe a nossa falha intencional), como assim garota? Estamos no século XXI e você me pergunta isso? Me reservo o direito de permanecer em silêncio.
A gente lê Andrade (2009), Bertucci (2008), Lakatos (2003), Gil (2002), Prodanov (2013), Silva, (2001), entre outros e aprende que: “A coleta de dados pode ser considerada um dos momentos mais importantes da realização de uma pesquisa”.
E agora José? Como diria Carlos Drumont de Andrade…
Este vídeo foi obtido pela exportação de um Power Point de minha autoria e faz parte do Guião sobre Aprendizagem e Tecnologias. Sua compreensão depende de outro Guião_roteiro que explica como se dá a mediação do conteúdo.
Segundo, Aires (2015) “A análise da informação constitui um aspeto-chave e também problemático do processo de investigação.
A autora carateriza um conjunto de métodos de análise agrupando-os em: processos de teorização, estratégias de seleção sequencial e procedimentos analíticos gerais. conforme o quadro 6 que se apresenta em baixo. (Aires, 2015, p.44)
Processo de Teorização
“A teorização supõe um processo cognitivo que envolve a descoberta e manipulação das categorias abstratas. Tesch (1990) apresenta de modo genérico as diferentes operações que este processo envolve.” Conforme o quadro7, apresentado em baixo. (Aires, 2015, p.44)
“As informações científicas geram-se através de diversos passos:
descrições, interpretações e teorizações. Supõem a implicação de processos intelectuais que originarão as conclusões.” (Aires, 2015, p.46)
Os autores concebem a análise de dados como a conexão interativa de três tipos de atividades: redução, exposição e extração de conclusões. Conforme o quadro 8 apresentado em baixo.
“A redução de dados implica a seleção, focalização, abstração e transformação da informação bruta para a formulação de hipóteses de trabalho ou conclusões. A redução de dados realiza-se constantemente ao longo de toda a investigação.
Estes dados podem ser reduzidos e transformados, quantitativa ou qualitativamente, de forma diferente. Neste último caso, utilizam-se códigos, resumos, memorandos, metáforas.
A exposição de dados é entendida por estes autores como a apresentação organizada de informação que permite desenhar conclusões e/ou captação da ação, numa segunda fase.
Pilar Colás (1992b), integra na exposição de dados a organização da informação que permite extrair conclusões. Figuras e matrizes são técnicas próprias desta fase de análise.” (Aires, 2015, p.46)
Avaliação e conclusão do projeto de pesquisa
“As investigações qualitativas são construídas. O investigador cria, em primeiro lugar, o texto de campo ou notas de campo e, depois, documentos a partir destas notas. Enquanto intérprete, passa deste tipo de texto para o texto de pesquisa: notas e interpretações baseadas nas notas de campo. Este texto é, depois, recriado através de um documento de trabalho interpretativo que contém as primeiras tentativas de construção de sentido. E a história final pode assumir diversas formas: realistas, impressionista, críticas, formais, literárias, analistas (Van Maanen,1988).” (Aires, 2015, p.52)
Referências Bibliográficas:
Aires,L.(2015). Paradigma qualitativo e práticas de investigação educacional. Lisboa: Universidade Aberta
Nós como investigadores temos que trabalhar na formulação do problema especificando as variáveis, através de métodos empíricos (recolha de dados). O que seriam essas variáveis ? São todos aspectos que compoẽm aquele objeto/área de estudo que de alguma forma tem efeito sobre os resultados. Na prática, temos o exemplo das variáveis do professor : o conhecimento sobre a matéria, estilo de ensino, formação e etc. Após esse levantamento podemos desenhar e classificar as interconexões entre essas variáveis. Dessa forma fica mais fácil realizar investigação e obter um resultado satisfatório. No caso de uma investigação na sala de aula, é importante uma completa e adequada descrição das atividades essenciais que envolve o ensino. Para começar a investigação neste sentido, devemos ter três componentes principais do sistema de ensino : estudante, professor e os materiais. Com isso é possível montar um modelo com as variáveis estudante, professor e materiais. Uma outra estrutura que podemos trabalhar com problemas de investigação é através da divisão de três categorias de variáveis : situação (fatores do meio), aptidão (características do indivíduo) e comportamento. Espero ter ajudado meus amigos, colhendo informações úteis que pesquisei sobre a seleção de problemas.
Referência : Tuckman, B.W.(2002) Manual de Investigação em Educação. Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. pp.37-57
Segundo (Alves, 2017) conhecimento científico derivam as estratégias investigativas assinaladas: Investigação Descritiva – voltada para a predição e explicação através da testagem de teorias e hipóteses.
Investigação Correlacional – voltada para a compreensão e a predição dos fenômenos através da formulação de hipóteses sobre as relações entre variáveis.
Investigação Experimental – voltada para a compreensão e descrição dos fenômenos globalmente considerados.