Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa: esta é a questão?

Investigadores argumentam que ambas as pesquisas (qualitativa e quantitativa) apresentam prós e contras. O método escolhido pelo investigador deve se adequar à pergunta de uma determinada pesquisa. O cientista social deve considerar a variabilidade do comportamento e dos estados subjetivos. Sob a ótica das ciências sociais é preciso observar o comportamento que ocorre naturalmente no âmbito real, criar situações artificiais e observar o comportamento diante dessas situações e perguntar às pessoas sobre o seu comportamento. As vantagens e desvantagens estão ligadas à qualidade dos dados obtidos, às possibilidades da sua obtenção e à maneira de sua utilização e análise. O que une os diversos métodos é o fato de todos partirem de perguntas essencialmente qualitativas. Um pesquisador rotulado de quantitativo dificilmente exclui o interesse em compreender as relações complexas. Na pesquisa qualitativa a coleta de dados pode ocorrer por entrevista focalizada, semipadronizada, centrada em um problema, centrada no contexto, narrativa, episódica, em grupo, discussão em grupo e narrativa em grupo. A questão não é colocar a pesquisa qualitativa versus a pesquisa quantitativa e sim considerar os recursos materiais, temporais e pessoais disponíveis para lidar com a pergunta científica.

ThInK a little.

Reflexão Pessoal Crítica

Ao iniciarmos os estudos da unidade curricular (UC) metodologia investigação I, todos tivemos o desafio de elaborar um e-portfólio com o objetivo de registrar toda nossa trajetória durante esta fascinante disciplina. O desafio foi aceito e montamos um blog onde todos realizam a suas colocações e contribuições de acordo com os textos que são lidos e absorvidos por todos, nas pesquisas efetuadas  e nas conclusões decorrentes dos debates realizados em cada sessão síncrona, deixo aqui o registro de minha reflexão pessoal como balanço final dessa atividade. Para melhor entendimento da visão “geral” sobre a dinâmica da unidade curricular, abordarei os três módulos vistos nessa unidade, onde esses trazem temas distintos, porém relacionados entre si que são:

  • Módulo 01: Natureza e características da investigação científica;
  • Módulo 02: Principais paradigmas da investigação em Educação;
  • Módulo 03: Métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados.

No decorrer desta disciplina pude me apropriar da identificação das características e formas de investigação científica das ciências humanas, mas especificamente na educação, entendendo por sua vez que a pesquisa é de cunho fundamental para o desenvolvimento do conhecimento, e portanto deve ser rigorosa, ou seja, é preciso conhecer os métodos de pesquisa, para facilitar a escolha dos instrumentos e procedimentos que serão utilizados
na elaboração de um projeto de investigação. Também os elementos teóricos e metodológicos que compõem o projeto devem estar em consonância para que se encontrem as respostas ao problema que se tenha levantado.

No processo de investigação científica podemos utilizar-se de diferentes meios para colher dados chegando assim a uma resposta mais precisa. Os elementos como a entrevista, o questionário e a observação, que devem ser escolhidos com cautela, ou seja, o pesquisador deve averiguar qual a técnica mais ideal para se atingir os resultados propostos.

Os paradigmas da investigação em educação nos trouxeram uma visão esclarecedora das questões éticas que envolvem desde plágio até a apropriação indevida de propriedade intelectual de outrem.

Por fim, foi possível consolidar todas as aprendizagens e ferramentas necessárias sobre os temas tratados para o prosseguimento de meus estudos frente a este mestrado em educação.

 

Métodos, Instrumentos e Técnicas de Recolha de Dados – Mapa Conceitual (Módulo – III)

A entrevista, questionário e observação  são métodos utilizados para obtenção de dados sobre determinada investigação. 


O que é entrevista? A entrevista pode ser considerada uma comunicação verbal entre pessoas, que se distingue por dois tipos de instrumento de coleta de dados: Uma é a entrevista estruturada em que se  escreve tudo sobre o assunto a ser desenvolvido e depois faz as perguntas aos respondentes, ou seja, há uma preparação e uma organização na sua elaboração e temos a entrevista não estruturada que é caracterizada por ser uma conversa mais informal, que se desenvolve de forma involuntária, quer dizer que o entrevistado responde o que quiser e como quiser, sem nenhuma estruturação a respeito da pesquisa em questão.

O que é questionário? 
É um método de coleta de dados que se caracteriza por sua objetividade, ou seja, rapidez e eficiência na recolha das informações. Com esse instrumento nós podemos medir com exatidão todos os dados que queremos de uma pesquisa e as variáveis que estão envolvidas na pesquisa. Lembrando que as perguntas devem ser claras de tal maneira que o participante não tenha dúvidas com relação a sua resposta. 

O que é observação? 
A observação é uma técnica de recolha de dados usada  para conseguir informações mais detalhada referente a aspectos da realidade. Dessa forma, consiste em examinar fatos e fenômenos que se deseja estudar, permitindo  um envolvimento  maior do observador, ou seja, um olhar mais aprofundado no que diz respeito ao problema investigado. Nesse método o pesquisador  necessita de um planejamento detalhado do que vai ser observado e de uma profunda e rigorosa preparação, tanto no aspecto físico, material, intelectual psicológico e material.

Referências:

ALVES -MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. (2002). O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira Thomson Learning

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria (2008). Técnica de pesquisa. 7.ed. São Paulo: Atlas.

Meus conhecimentos sobre Investigação científica em Educação

Conhecimentos científicos

O termo científico devemos primeiramente falar sobre o significado de ciência. Palavra do latim scientia. Referência a qualquer conhecimento ou prática sistemático, metódico, conhecimento rigoroso… 

Podemos definir ciência por “conjunto organizado de conhecimentos sobre a realidade, e obtidos mediante o método científico”(Bravo, 1985). A ciência tem como papel principal definir o modo dos conhecimentos de forma rigorosa. Assim sendo suas funções são compreender, explicar, predizer em torno de problemas de origem práticas ou teóricas.

O conhecimento científico surgiu da necessidade de racionalizar o conhecimento com o propósito de fundamentar as verdades, através de premissas que fossem objetivas e confiáveis. Referindo-se as questões empíricas ou teóricas, e não a dados fictícios. 

Devemos levar em consideração algumas das características do conhecimento científico, características de racionalidade e objectividade, que são obtidos através do método científico:

Objetivo: descreve a realidade como ela é ou pode ser, mesmo que falível e apenas temporariamente correcto, mas nunca como gostaríamos que fosse;

Empírico: fatos que são baseados na experiência vivida e presenciadas;

Racional: Baseado na razão e na lógica do que a intuição;

 Replicável: baseado na replicação de resultados;

Sistemático: Organização do conhecimento, ordenado, consistente e coerente e seus elementos se integram em um sistema mais amplo;

Metódico: Procedimentos e estratégias mediante a planos metodológicos rigorosos;

Comunicável: Conhecimento claro e preciso na sua significação, e reconhecido pela comunidade científica;

Analítico: Caracterizado por meios de análise, baseado no conhecimento crítico, profundo, extensivo;

Cumulativo: Baseado no conhecimento acumulado com passar do tempo, que foi construído através de conhecimentos anteriores;

(Freire T., Almeida L., pp. 22)

A investigação cientifica

É o método científico que se refere a procedimentos pelos quais se busca o conhecimento científico, na busca de um novo conhecimento ou uma correção, ou evolução de incidência de conhecimentos existentes ou anteriores.  Que busca em sua maior parte utilizar métodos através de evidências empíricas, baseadas em observação sistemática e controlada. Analisados pelo uso da lógica.

Os objetivos da investigação

Os objetivos de uma investigação têm a intenção de esclarecer aquilo que o investigador pretende desenvolver. Nortear, direcionar suas especifidades, através de descrição, investigação, identificação e relação de fenômenos, recolhimento de dados, comparações, diferenciação de proporções, estimativas, associações, variação de valores e etc.

Tais objetivos podem ser apresentados de uma forma mais descritiva ou mais explicativa (Arnal et al., 1992, pp. 98-9).

Síntese do Módulo 2 – PARADIGMAS DA INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Conceito de Paradigma

De acordo com o dicionário Priberam, Paradigma vem do grego: “parádeigma, – atos“. Que significa algo que serve de exemplo geral ou modelo; conjuntos de formas que servem de modelo de derivação ou flexão; e conjuntos dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.

Coutinho, 2005, afirma que o “conceito de paradigma de investigação pode definir-se como um conjunto articulado de postulados, de valores conhecidos, de teorias comuns e de regras que são aceites por todos os elementos de uma comunidade científica num dado momento histórico”.

Os paradigmas da investigação, tem como objetivo reunir e reconhecer a investigação nos aspectos conceituais e metodológicos.

Tipos de Paradigmas

Referências

COUTINHO, Clara. Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática. Coimbra: Almedina, 2011.

CRESWELL, J. M.. Qualitative inquiry and research design: choosing among five approaches. 2ª ed. CA.: Sage, 2007. 

Dicionário Priberam

Métodos, Instrumentos e Técnicas de Recolha de Dados

Em relação aos métodos e técnicas de investigação existem várias definições.

Segundo Madeleine Grawitz (1993, p.193), “define métodos como um conjunto concertado de operações que são realizadas para atingir um ou mais objetivos, um corpo de princípios que presidem a toda a investigação organizada, um conjunto de normas que permitem selecionar e coordenar as técnicas.”

A técnicas são procedimentos operatórios rigorosos, bem definidos, transmissíveis, suscetíveis de serem novamente aplicadas nas mesmas condições, adaptados ao tipo de problema e aos fenómenos em causa.” (Carmo & Ferreira, 2008, p.193)

As técnicas e os instrumentos de recolha de dados utilizados são elementos essenciais uma vez que deles dependem, em parte a qualidade e o êxito da investigação.

As técnicas de recolha de dados utilizadas na metodologia qualitativa, são as seguintes:

 técnicas diretas ou interativas e técnicas indiretas ou não-interativas, segundo Colás, sintetiza as técnicas mais utilizadas no seguinte quadro3. (Aires, 2015, p. 24)

Técnicas diretas

A observação

 “ .. consiste na recolha de informação, de modo sistemático, através do contacto direto com situações específicas” (Aires, 2015, p.25)

“Na observação participante, o investigador é o instrumento central da observação.

Para Denzin (1989, p.42), a observação participante é uma “tentativa de tornar significativo o mundo que está a ser estudado na perspetiva dos que estão a ser observados”, o que implica que o investigador assuma, em simultâneo, o papel de “participante” nos cenários e atividades/ações que pretende estudar e de “observador”, o que requer uma boa capacidade de distanciamento que lhe permita registar de forma rigorosa e o mais objetiva possível aquilo que observa.” (Morgado, 2012, p. 89)

A entrevista

“A entrevista é uma das técnicas mais comuns e importantes no estudo e compreensão do ser humano. Adota uma grande variedade de usos e uma grande multiplicidade de formas que vão da mais comum (a entrevista individual falada) à entrevista de grupo, ou mesmo às entrevistas mediatizadas pelo correio, telefone ou computador (Fontana & Frey, 1994).” (Aires, 2015, p.25)  

“Segundo Bisquerra (1989, p. 103) define a entrevista como sendo “uma conversação entre duas pessoas, iniciada pelo entrevistador, com o propósito específico de obter informação relevante para uma investigação.” (Morgado, 2012, p.72)

Tipos de entrevista

Existem diferentes tipos de entrevistas que, segundo Bogdan e Biklen (1994), variam com o seu grau de estruturação, entrevistas estruturadas e não estruturadas.

As entrevistas estruturadas caraterizam-se por seguirem integralmente um roteiro preestabelecido e reservando para o investigador o papel de mero compilador de dados e de criar um ambiente propício para que os entrevistados respondam apenas às questões que são colocadas.

No caso das entrevistas não estruturadas, o processo de recolha é mais dinâmico, flexível e aberto que o anterior. Por norma, o entrevistador convida o sujeito a falar sobre uma área de interesse e ao longo da conversação, explora-a mais aprofundadamente, retomando, sempre que se revele oportuno e pertinente, os tópicos e os temas que o respondente iniciou (Bogdan & Biken, 1994). Também designadas por entrevistas em profundidade.

A entrevista em grupo ou (focus group), realizada com a finalidade de discutir um tópico, um tema ou uma situação específica, por um grupo de pessoas convidadas para o efeito.” (Morgado, 2012, p.71-76)

Referências Bibliográficas:

Aires,L.(2015). Paradigma qualitativo e práticas de investigação educacional. Lisboa: Universidade Aberta.

Carmo,H. e Ferreira,M.(2008). Metodologia da Investigação: guia para auto-aprendizagem. 2ª. edição. Lisboa: Universidade Aberta.

Morgado,J. C. (2012).O estudo de caso na investigação em educação: Santo Tirso Portugal: De Facto Editores.                                                

Síntese do Módulo 1 – NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

Natureza e e Características da Investigação Científica.

O conhecimento científico possui algumas características, como por exemplo o conhecimento vulgar, que são aqueles que vão sendo passado de geração em geração, sem ter passado por uma investigação mais profunda, passando por algumas etapas de investigação para comprovar se é fato ou fake.

Essas etapas de produção do conhecimento científico são: fatos, fenômenos e dados. A partir desses estudos as etapas são desenvolvidas as teorias.

O texto de A Investigação em Psicologia e Educação (Almeida & Freire, 2003, pp.18-34), aborda que existem tipos de objetivos de uma investigação. O investigador pode ter como objetivo de sua investigação a explicação das relações de causalidade, a comparação e a correlação.

Podemos perceber que dependendo do objetivo do investigador, existe alguns caminhos que ele pode seguir. A luz da psicologia educacional, a investigação está dividida em 3 etapas: a quantitativa experimental, que busca a explicação de fenômenos, a quantitativa correlacional que busca a compreensão dos fatos e a qualitativa que além de buscar a compreensão, ela busca a sua descrição.

No processo de produção do conhecimento científico, o autor nos trás dois pontos de partida e que há luz da psico-educativa, podemos usá-los igualmente se for para atender/responder o objetivo do investigador que são o uso de dados/observação e teorias.

Etapas, componentes do processo e Critérios de qualidade

O processo de investigação passa por algumas etapas e critérios. Vamos conhecer-los?

A primeira etapa é a definição do problema. O investigador ele precisa identificar o problema que ele quer pesquisar, esclarecer ou buscar uma solução. No texto Problema, hipóteses e variáveis (Almeida & Freire, 2003, pp. 35-72), o autor trás o seguinte quadro:

O primeiro passo da investigação, é quando o investigador procura a resposta do problema e o segundo passo é a qualidade, valor a relevância do problema a ser investigado. Os autores Almeida e Freire nos orienta que o problema deve ser:

  • concreto ou real;
  • ele deve promover material concreto para ser investigado;
  • ele deve ser relevante a fim de promover resultados; e
  • deve ser claro e entendível para outros investigadores.

Uma outra etapa de extrema importância, no processo de investigação é a revisão bibliográfica. Os autores Almeida e Freire apontam algumas razões de sua importância. São elas:

A etapa seguinte, é o levantamento de hipóteses. MCGuigan, 1976 p.37 diz “hipótese é uma proposição testável, que pode vir a ser a solução do problema”. As hipóteses podem ser dedutivas, que trás o uso das regras lógicas para se chegar a uma conclusão e a indutiva, que tem como base uma ou mais proposições e a partir delas buscar o que é verdade e o que é provável que seja verdade. E elas ainda podem ser subdivididas em níveis de concretização como afirma os autores Almeida e Freire:

Ainda segundo os autores, Almeida e Freire, “ao formular as hipóteses o investigador está, no fundo, a identificar as variáveis e a definir as suas relações, ou seja o respectivo papel na investigação. A explicitação das variáveis e das suas relações constitui um novo passo importante na definição  do modelo de análise  do problema”.

Sintetizando o módulo 1

Referência Bibliográfica

Freire, A. &. (s.d.). Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação . Em Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação .

Tema, Problema e Hipótese

Tema é o assunto que deseja investigar. A delimitação do tema pode ser feita pela sua decomposição em partes. O tema deve ser delimitado levando-se em conta:

  • espaço;
  • tempo;
  • clareza na especificação do que está se pesquisando.

Quanto mais delimitado o tema, mas objetivo será o levantamento.

Choosing good problems is essential for being a good scientist.

Como encontrar o Problema?

Na acepção científica, “problema é qualquer questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento” (GIL, 1999, p.49).
Problema, para Kerlinger (1980, p.35), “é uma questão que mostra uma situação necessitada de discussão, investigação, decisão ou solução”

Para Rudio (2000), o pesquisador, neste momento, deve fazer as seguintes perguntas:
-o problema é original?
-o problema é relevante?
-ainda que seja “interessante”, é adequado para mim?
-tenho possibilidades reais para executar tal pesquisa?
-existem recursos financeiros que viabilizarão a execução do projeto?
-terei tempo suficiente para investigar tal questão?

Geralmente o problema deriva do tema, ou seja, é o recorte do tema. Importante: mostrar que existe o problema e evidenciá-lo. O problema sinaliza o foco da pesquisa.

(Almeida, L., e Freire, T. 2000)

Como encontrar a Hipótese?

  • São algumas respostas “prováveis” a pergunta do problema;
  • Pode-se dizer que é uma “pré-solução” para o problema;
  • Verdadeiras ou falsas, as hipóteses precisam ser bem elaboradas.

O trabalho de pesquisa poderá confirmar ou negar a hipótese levantada. As hipóteses devem ser confirmadas ou descartadas no final do estudo e na conclusão deve-se deixar claro qual delas foi confirmada e porque foi excluída ou descartada.

Identificação e formulação de tema, problema e hipótese (Exemplo)

Referências

Gil Antônio Carlos. Métodos e técnicas De Pesquisa Social. Atlas, 2008.
Rudio, Franz Victor. Introdução Ao Projeto De Pesquisa científica. Editora Vozes, 2015.

APA – Referências Bibliográficas

A etapa de produção de um trabalho acadêmico envolve diversas etapas, como pesquisa, leitura, análise, redação e, também, a formatação. As Normas da APA (American Psychological Association) são as normas de referenciação bibliográfica da organização científica e profissional nos Estados Unidos.

Compartilho um excelente manual desenvolvido pela equipe de bibliotecários da FECAP.

Como se chega a um problema de investigação?

Problema é a pergunta que a pesquisa científica pretende responder, sendo que todo problema está inserido dentro de um tema, desse modo, para formular o problema da investigação deve-se transformar o tema em uma pergunta. Conforme Rudio, “formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos resolver, limitando o seu campo e apresentando suas características. Desta forma, o objetivo da formulação do problema é torná-lo individualizado, específico, inconfundível” (1980).

Importante destacar que não é um problema de pesquisa algo que se pode resolver pela intuição, pela tradição, pelo senso comum ou pela simples especulação. Algumas questões podem ser úteis para constatar em que condições o problema proposto poderá ser investigado, são eles: “o tema é de interesse do pesquisador?; o problema apresenta relevância teórica e prática?; a qualificação do pesquisador é adequada para seu tratamento?; existe material bibliográfico suficiente e disponível para seu equacionamento e solução?;  o problema foi formulado de maneira clara, precisa e objetiva?; o pesquisador dispõe de tempo e objetiva?; o pesquisador dispõe de tempo e outras condições de trabalho necessárias ao desenvolvimento da pesquisa?” (GIL, 1996).

Segundo Vergara (2000) problemas de pesquisa devem apresentar relações entre variáveis que podem ser observadas ou manipuladas, além de serem testável cientificamente.

O problema de pesquisa envolve duas partes, a definição do problema (pergunta) e a hipótese de pesquisa (resultado esperado, ou seja, possível resposta para a pergunta).

Referências

Gil, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. Ed. São Paulo: Ática, 1996.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa cientifica. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1980.

Vergara, Sylvia C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3.ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2000.

Paradigma

Paradigma, palavra derivada do grego “paradeigma” que significa padrão, exemplo, modelo a ser seguido. O conceito de paradigma nos remete aos modelos de comportamento que regem a sociedade. Segundo Silva e Pinto (1986) o paradigma é “um conjunto de princípios, teorias, estratégias metódicas e resultados cruciais que servem de modelo ou quadro orientador às pesquisas produzidas na sua área”. Os paradigmas são mais facilmente perceptíveis quando um novo modelo de ciência se instaura. Um exemplo é a evolução dos modelos atômicos, desde o átomo indivisível ao modelo quântico atual. O paradigma positivista resulta da associação de várias correntes de pensamento derivadas da Revolução Científica, do Iluminismo e da Revolução Industrial. Enfatiza o determinismo, a racionalidade, a impessoalidade, a inflexibilidade e a previsão. O paradigma interpretativo substitui as noções de explicação, previsão e controle por compreensão, significado e ação. Adota uma posição relativista e valoriza o papel do investigador. O paradigma crítico considera o caráter emancipatório e transformador das organizações e processos educativos. Cada ator social vê o mundo através da sua racionalidade.

ThInK a little.

Dica: bases de dados científicas

Em relação a pesquisa de informações e fontes de pesquisas, vimos que é preciso localizar informações relevantes/válidas priorizando as fontes acadêmicas e primárias

Na sessão síncrona de 3 de dezembro, o professor mostrou o funcionamento do site da biblioteca do Instituto de Educação da universidade, como uma boa opção de fonte.  

Gostaria de deixar aqui algumas dicas de outras fontes acadêmicas que podem auxiliar na pesquisa de informações.

1. SciELO

A plataforma SciELO (http://www.scielo.br/), sigla para Scientific Electronic Library Online, é uma biblioteca eletrônica com um acervo selecionado de periódicos científicos brasileiros. Desenvolvida pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a BIREME (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), essa ferramenta conta com o suporte do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

2. ERIC

ERIC (https://eric.ed.gov/), sigla paraEducational Resources Information Center, é uma base de dados desenvolvida pelo Departamento de Educação dos EUA que oferece acesso a conteúdo da área da educação e temas relacionados. O acervo disponibiliza artigos de periódicos, anais de congresso, conferência, documentos governamentais, teses, dissertações, relatórios, bibliografias, livros e monografias.

4. periodicos (Portal da CAPES)

Desenvolvido pela CAPES, que é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, o portal .periodicos. (http://www.periodicos.capes.gov.br/) disponibiliza o texto integral de artigos de milhares de revistas científicas brasileiras e internacionais. Além disso, a plataforma também conta com mecanismos de busca que pesquisam em dezenas de bases de dados, ampliando bastante a abrangência de seus resultados.

5. BDTD

Desenvolvida pelo IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), a BDTD, sigla para Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (http://bdtd.ibict.br/vufind/), reúne um acervo com milhares de publicações de trabalhos acadêmicos, integrando o sistema de dezenas de instituições de ensino e pesquisa do Brasil.

6. Science.gov

A plataforma Science.gov (https://ciencia.science.gov/) é uma iniciativa integrada de dezenas de agências e órgãos dos EUA que oferece pesquisas em mais de 60 bases de dados e em mais de 2.200 sites governamentais. Com uma versão em inglês e outra em espanhol, o portal refina resultados de buscas em milhões de páginas cientificas dos Estados Unidos e de países da Europa.

7. ScienceResearch.com

Desenvolvido por uma associação de instituições de pesquisa, o portal ScienceResearch.com utiliza uma tecnologia de pesquisa que faz buscas através da “deep web”, apresentando uma enorme quantidade de resultados.

Fonte: https://www.techtudo.com.br/listas/2018/03/dica-para-tccs-7-melhores-sites-de-pesquisa-academica.ghtml