
Após a sessão síncrona do dia 3 de dezembro e leitura dos textos indicados para o módulo 3, revisitei o mapa conceptual sobre formulação de problemas e acrescentei algumas informações.
Espero que lhes seja útil.

O que é uma hipótese?
Segundo (Tuckman, B. W. 2012, pp.161,162)
É uma resposta sugerida para o problema selecionado, deve apresentar as seguintes caraterísticas:
Em resumo, segundo (Tuckman, B. W. 2012,188)
A tabela 2 que se apresenta em baixo é uma síntese da classificação das hipóteses segundo (Almeida & Freire, 2003, p.46)

Variáveis
As variáveis podem ser classificadas conforme o seu estatuto, conforme apresentado na (tabela 3), como: variável independente, variável dependente, variável moderadora e variável parasita ou interveniente, conforme (Almeida & Freire, 2003).

No estudo experimental procura-se controlar o efeito das variáveis através de procedimentos precisos, apresentados na tabela 4.

As variáveis em Psicologia e Educação podem dividir-se em:
Referências:
Almeida, L. S., & Freire, T. (2003). Metodologia da investigação em psicologia e educação. Braga: Psiquilibrios.
Pereira, F. (2017, novembro 29). Problema, hipóteses e variáveis. [Post em blog]. Disponível em https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa/single-post/2017/11/29/Problema-hip%C3%B3teses-e-vari%C3%A1veis.
Tuckman, B. W. (2002). Manual de investigação em educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Para acrescentar ao presente blog, proponho a ampla visão de investigação de Raymund Quivy e LucVan Campenhoudt (2005) publicado no Manual de Investigação em Ciências Sociais. A pergunta de partida, denominada de problema, inicia a investigação, fruto de uma inquietação interna. Com base nas instruções de Quivy, R., & Campenhoudt, L. V. (2005), o problema deve se atentar as qualidades da clareza, exequibilidade e pertinência ao tema proposto. Delimitada a questão da pesquisa, deve ser iniciada a exploração ou revisão de literatura para identificação da metodologia apropriada para o tema, comparação de textos, preparo para eventuais entrevistas, questionários e descodificação de discursos. Superado o embasamento teórico inicial, deve-se definir a problemática de forma racional e intuitiva com a construção do modelo de análise para construção dos conceitos e a observação. A aludida etapa, denominada de observação deve-se recolher as informações para subsidiar a análise das informações e resultados. Nesta análise, recomenda-se comparar os resultados obtidos com os resultados esperados e todas as variáveis. A conclusão apresenta os resultados destacando os novos conhecimentos e proeminências práticas. Por fim, vale pronunciar que o mapa foi intencionalmente construído em forma circular destacando a importância igualitária de cada etapa da investigação, para que o pesquisador alcance na conclusão a resposta à pergunta de partida, o problema.
Quivy, R., & Campenhoudt, L. V. (2005). Manual de Investigação em Ciências Sociais (5 ed.). (J. M. Marques, M. A. Mendes, & M. Carvalho, Trads.) Lisboa: Gradiva.
Na literatura temos uma infinidade de autores que abordam o tema sobre recolha de dados, tais como:
Pardal & Correia (1995: 48) que consideram a técnica como “um instrumento de trabalho que viabiliza a realização de uma pesquisa”.
Lessard-Hérbert, Goyette & Boutin (1990) que indicam que o “pólo técnico” de uma investigação é representado pelo processo de recolha de dados sobre o “mundo real”, sendo este susceptível de ser observado, considerando a sua subjectividade.
Turato (2003: 153) que considera método, como sendo um conjunto de regras que elegemos num determinado contexto para se obter dados que nos auxiliem na explicação ou na compreensão dos constituintes do mundo.
Hegenberg (1976:111-115), para ele, método é o “caminho pelo qual se chega a determinado resultado, ainda que esse caminho não tenha sido fixado de antemão de modo refletido e deliberado”. Leopardi (1999) corrobora a afirmação de Hegenberg, acrescentando no entanto que “exige a organização do conhecimento e experiências prévias”.
Quivy & Campenhoudt (1992: 188) utilizam o termo método como um “dispositivo específico de recolha ou de análise das informações, destinado a testes hipóteses de investigação”.
Moresi (2003) define técnica de recolha de dados como “o conjunto de processos e instrumentos elaborados para garantir o registro das informações, o controle e a análise dos dados”
Existem muitas contradições neste meio científico, contudo os autores tem em comum a definição de que para recolha de dados científicos é preciso técnicas em comum e bases, como afirma Boff:
"Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê,
é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão do mundo".
(Boff, 2002: 9)

Referências
Boff, L. (2002). Saber Cuidar. Ética do humano: compaixão pela terra. 8 ed. São Paulo: Vozes.
Galego, C.; Gomes, A. (2005). Emancipação, ruptura e inovação: o “focus group” como instrumento de investigação. Revista Lusófona de Educação, (5).
Hegenberg, L. (1976). Etapas da investigação científica. São Paulo: EPU-EDUSP.
Lessard-Hérbert, M., Goyette, G. & Boutin, G. (1990). Investigação Qualitativa: Fundamentos e Práticas. Lisboa: Instituto Piaget.
Moresi, E. (2003). Metodologia de Pesquisa. Programa de Pós-graduação stricto sensu em gestão do conhecimento e da tecnologia da informação da Universidade Católica: Brasília.
Pardal, L.; Correia, E. (1995). Métodos e Técnicas de Investigação Social. Porto: Areal.
Quivy, R.; Campenhoudt, L. (1992). Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva.
Turato, E. (2003). Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. Petrópolis: Vozes.

Reflexão:
No ano de 2006 a 2010 cursei a graduação em administração, estudei uma disciplina de metodologia do trabalho científico, foi a primeira vez que obtive uma noção sobre as regras para desenvolver um trabalho acadêmico/científico, desenvolvi um trabalho de conclusão do curso, utilizando uma empresa como estudo de caso para a construção de um plano de negócios. Já nos anos de 2011 a 2013 decidi cursar uma Especialização em MBA gestão Empresarial, também desenvolvi um trabalho acadêmico sobre a Fidelização do cliente no mercado competitivo. Ingressei na área da educação e cursei em 2014 a 2017 Licenciatura em Pedagogia, na conclusão do curso foi desenvolvido em grupo um trabalho final sobre Castigo e autopunição no contexto escolar por meio da pesquisa bibliográfica. No mesmo período cursei também uma Especialização em Formação em educação à distância, na conclusão do curso desenvolvi uma monografia sobre a Educação à distância e suas características pedagógicas nas empresas. Tenho algumas noções da metodologia de pesquisa, porém não tenho um conhecimento mais profundo. Na primeira web-conferência realizada pelo professor Fernando, pude perceber que a abordagem da metodologia de investigação é muito mais ampla, complexa e abastada para o desenvolvimento de um trabalho acadêmico. Me coloco à disposição também para este processo de aprendizagem, por meio da interação, troca de conhecimento e construção do saber e fazer.

Segundo (Tuckman, B. W. 2012, p.157)
O trabalho anterior contribui para a formulação de novas hipóteses.
Fontes adicionais incluem (b) índices, tais como o Education Index e o Citation Index; e (c) periódicos de análise crítica, de que são exemplo a Review of Educational Research e o Annual Review of Psycho-logy; e d) documentos originais, em geral, de que são exemplo: as publicações periódicas e os livros.
Suficiente no que se refere à cobertura do tema, clara, empírica, atualizada, relevante para o problema em estudo, bem organizada, além de servir de suporte às hipóteses do estudo.”
Segundo (Almeida & freire 2003, p. 43), a revisão da bibliografia “é particularmente importante para se definir e melhor enquadrar o referencial teórico para a investigação em causa. Ela serve, igualmente, para a obtenção de indicações e sugestões importantes tendo em vista a definição do procedimento metodológico, sobretudo, quando se trata de definir o plano de investigação ou de precisar as amostras e os instrumentos a usar na recolha de dados. Neste sentido, a revisão bibliográfica pode assumir-se como um interface entre a delimitação do problema e a formulação da hipótese, bem como dos passos seguintes na investigação”.
Referências Bibliográficas
Almeida, L. S., & Freire, T. (2003). Metodologia da investigação em psicologia e educação. Braga: Psiquilibrios.
Tuckman, B. W. (2012). Manual de investigação em educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
As técnicas podem ser qualitativo/quantitativo ou documental/não-documental. Abaixo vamos mostrar as principais características:
Técnica não-documentais
A) Observação
É quando o investigador observa o participante em seu ambiente natural. Esse método é bem visto, pois nem sem as pessoas seguem o que dizem quem questionários e entrevistas.
“A observação é sistematicamente organizada em fases, aspectos, lugares e pessoas, relaciona-se com proposições e teorias sociais, perspectivas científicas e explicações profundas e é submetida ao controle de veracidade, objetividade, fiabilidade e precisão.”(AIRES, 2015, p. 25).
B) Entrevista
A entrevista compreende o desenvolvimento de uma interação de significados em que as características pessoais do entrevistador e do entrevistado influenciam decisivamente em seu curso: “A entrevista nasce da necessidade que o investigador tem de conhecer o sentido que os sujeitos dão aos seus atos e o acesso a esse conhecimento profundo e complexo é proporcionado pelos discursos enunciados pelos sujeitos.” (AIRES, 2015, p. 29).
Trata-se de um recurso delicado, em que o entrevistador tem de conseguir criar uma atmosfera de confiança com o entrevistado, caso contrário, os resultados obtidos vão ter pouca credibilidade. L. Aires menciona três características básicas que podem diferenciar as entrevistas: “a) as entrevistas desenvolvidas entre duas pessoas ou com um grupo; b) as entrevistas que abarcam um amplo conjunto de temas (biográficas) ou que incide em um só tema (monotemáticas); c) as entrevistas que se diferenciam consoante o maior ou menor grau de predeterminação ou de estruturação das questões abordadas.” (AIRES, 2015, p. 28).
A principal característica é sim o contato pessoal e de forma individualizada tentar obter as repostas necessárias para sua pesquisa. Os pontos positivos é que temos a certeza que as respostas não são dadas se o entendimento correto.
C) Questionário
“O questionário é um elemento fundamental para a realização de grande parte dos estudos. Sem esse instrumento a pesquisa não pode ser realizada e, no entanto, nem sempre lhe é dado o devido valor. Atingir os objetivos de uma pesquisa depende muito da eficiência do questionário. E por tanto, elaborar um questionário não é tarefa fácil. Desenvolver um questionário adequado aos objetivos da pesquisa chega a ser uma ciência, uma vez que muitos cuidados devem ser tomados. A maneira como for formulada uma pergunta os resultados podem ser os mais diversos. Pode-se dizer que é um projeto dentro do próprio projeto de pesquisa.” (Almeida, s.d.)
A característica principal é a facilidade de obtenção de informação e a quantidade gerada. Porém temos o risco de obtenção de informação errada e sem o resultado esperado.
Frisamos que há 3 tipos de questionários:
–Aberto. Proporciona dados dissertativos, porém dificultosos de serem avaliados.
–Fechado. Proporciona normalmente questões de múltipla escolha que são mais fáceis de serem avaliadas.
–Mistas. Um mix de questões abertas e fechadas.
D) Estudo de Caso
“O estudo de caso é um dos mais relevantes métodos de pesquisa qualitativa. Este recurso consiste em uma pesquisa sobre um determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade que seja representativo de um determinado espaço e tempo, com o intuito de examinar aspectos variados da vida. Essa modalidade pode ser dividida em várias etapas como: formulação do problema, definição da unidade-caso, determinação do número de casos, elaboração do protocolo, coleta de dados, avaliação e análise dos dados e preparação do relatório.” (Alves, 2017)
E) Análise Documental
A análise documental, segundo L. Aires, nos remete à conexão interativa de três tipos de atividades: redução, exposição e extração de conclusões: “A redução de dados implica a selecção, focalização, abstracção e transformação da informação bruta para a formulação de hipóteses de trabalho ou conclusões. A redução de dados realiza-se constantemente ao longo de toda a investigação. Estes dados podem ser reduzidos e transformados, quantitativa ou qualitativamente, de forma diferente. Neste último caso, utilizam-se códigos, resumos, memorandos, metáforas, etc” (AIRES, 2015, p. 46).
“Nesse sentido, a técnica da análise documental é caracterizada por um processo dinâmico ao permitir representar o conteúdo documental de uma forma distinta da original, gerando assim um novo documento. Ou seja, essa técnica permite criar uma informação nova (secundária) fundamentada no estudo das fontes de informação primária, em um processo que relaciona a descrição bibliográfica, a classificação, a elaboração de anotações e de resumos, e a transcrição técnico-científica.” (Alves, 2017)
Almeida, I. (s.d.). Sobre a empresa ABEP. Fonte: Site da ABEP: http://www.abep.org/cursos/o-desafio-do-desenvolvimento-do-questionario
Alves, D. V. (24 de 11 de 2017). Ciência e Educação. Fonte: https://cienciaeeducacao.wordpress.com/2017/11/24/metodos-instrumentos-e-tecnicas-de-recolha-de-dado/
AIRES, L. Paradigma qualitativo e práticas de investigação educacional. Lisboa: Universidade Aberta, 2015.

Técnicas de recolha de dados
Há dois tipos de fontes para pesquisas científicas, os dados primários que consistem em estudos baseados em observação ou condução de entrevistas, ou seja, informações que o investigador obtém diretamente e os dados secundários em que o investigador obtém as informações através de pesquisas em livros, internet, jornais, base de dados, entre outros.
As técnicas utilizadas para recolher dados devem ser escolhidas conformo tipo de estudo a ser desenvolvido, bem como conforme o tipo de investigação, qualitativa ou quantitativa. As principais técnicas de recolha de dados são:
a) Observação
Aires coloca que “a observação é sistematicamente organizada em fases, aspectos, lugares e pessoas, relaciona-se com proposições e teorias sociais, perspectivas científicas e explicações profundas e é submetida ao controle de veracidade, objetividade, fiabilidade e precisão”. (2015).
Na observação o investigador possui contato direto com as situações especificas, ou seja, analisa os participantes nos ambientes próprios, reais e as ações que desenvolvem. Ela pode ser utilizada tanto em uma investigação qualitativa quanto em uma investigação quantitativa.
Na observação qualitativa o observador pode assumir os papéis de participante-como-observador, participante completo, observador-como-participante ou completamente observador. Esses papéis dependem da problemática colocada para a pesquisa, sendo que esta abordagem possui um caráter exploratório.
Já na observação quantitativa, os procedimentos a serem utilizados requerem estruturação, tais como grelas padronizadas de registros, uma vez que tudo deve ser planejado, desde quem irá ser observado até o que se espera com a observação, assim deve-se ser utilizado instrumentos específicos para a recolha de dados ou de fenômenos.
b) Entrevista
A entrevista é um método de recolha de informações que consiste em conversas orais, individuais ou de grupos, com várias pessoas selecionadas cuidadosamente (Ketele, 1999).
Aires coloca que “a entrevista nasce da necessidade que o investigador tem de conhecer o sentido que os sujeitos dão aos seus atos e o acesso a esse conhecimento profundo e complexo é proporcionado pelos discursos enunciados pelos sujeitos.” (2015).
As vantagens da utilização da entrevista está em esta ser flexível para verificar se os entrevistados compreendem as perguntas, explorar as informações, recolher as interpretações dos entrevistados, recolher informações além de documentos, maior riqueza e profundidade dos elementos recolhidos. Sendo que, ao mesmo tempo, a própria flexibilidade do método exige mais tempo do pesquisador, a análise do conteúdo é mais difícil, algumas pessoas não conseguem verbalizar as ideias e pode haver respostas que não condizem com a realidade.
As entrevistas podem ser classificadas como não estruturadas, o investigador não produz um guia anteriormente, desse modo ouve mais do que pergunta; semiestruturada, o entrevistado possui liberdade, mas já há a existência de um guia; e a estruturada, em que há questões previamente selecionadas e são cruciais para o entrevistador na recolha de dados.
Em relação as questões, as mesmas podem ser abertas ou fechadas. Ao utilizar questões abertas, o entrevistado possui liberdade de justificar suas falas proporcionando mais detalhes nas recolhas de dados, além de facilitar as respostas, no entanto as respostas podem fugir do tema do entrevistado, além de ter informações irrelevantes. Ao utilizar questões fechadas, o entrevistado não possui a possibilidade de desenvolver sua resposta, desse modo poupa tempo, facilita a codificação das respostas e futuras comparações, mas também não obtém-se maiores detalhes.
Segundo Creswell, há protocolos para as entrevistas e estas devem possuir “cabeçalho, instruções iniciais para o entrevistador, as principais questões de pesquisa, instruções para aprofundar as principais perguntas, questões alternativas para o entrevistador, espaço para registrar os comentários e espaço no qual o pesquisador registra notas reflexivas” (2007).
c) Análise documental
Pode-se utilizar para pesquisas de recolha de dados tantos documentos oficiais quanto documentos pessoais. Os documentos oficiais proporcionam “informação sobre as organizações, a aplicação da autoridade, o poder das instituições educativas, estilos de liderança, forma de comunicação com os diferentes actores da comunidade educativa, etc. Já os documentos pessoais integram as narrações produzidas pelos sujeitos que descrevem as suas próprias acções, experiências, crenças, etc” (AIRES, 2015).
A análise documental permite representar o conteúdo de um documento, não necessariamente um documento escrito, pode utilizar-se de fotografias, pinturas, mapas, áudios e vídeos, por exemplo. “A redução de dados implica a selecção, focalização, abstracção e transformação da informação bruta para a formulação de hipóteses de trabalho ou conclusões. A redução de dados realiza-se constantemente ao longo de toda a investigação. Estes dados podem ser reduzidos e transformados, quantitativa ou qualitativamente, de forma diferente. Neste último caso, utilizam-se códigos, resumos, memorandos, metáforas, etc” (AIRES, 2015).
Necessário, aqui, atentar-se ao processo de validação dos dados, ou seja, verificar as fontes dos documentos utilizados, a credibilidade dos mesmos e das informações que contêm.
d) Questionário
No questionário utiliza-se várias questões, com tema proposto pelo investigador, não havendo interação entre investigador e investigados necessariamente. Visa-se recolher dados de um grupo representativo da população em estudo.
Os métodos de investigação incluem as escalas de medidas das perguntas, as respostas as perguntas e os tipos de perguntas utilizadas. Os objetivos desta técnica são: conhecer uma determinada população (condições e modo de vida, comportamentos, valores ou opiniões); analisar um determinado fenômeno social a partir de informações relativas aos indivíduos da população em questão.
Há três tipos de questionário: o aberto, o qual utiliza questões de respostas abertas, proporcionando maior profundidade, porém mais dificultosa ao investigador no momento da análise dos dados; o fechado, utiliza questões fechadas que possibilitam a comparação com outros instrumentos, exige menos tempo e são objetivos; e o misto que possui questões abertas e fechadas.
Necessário que o investigador elabore um plano para o questionário, uma vez que necessita saber quais perguntas irá utilizar, quais respostas precisa para as pesquisas, qual escala irá utilizar e quais técnicas utilizará para a análise dos dados.
Referências
CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Tradução Luciana de Oliveira da Rocha. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
GIL, António Carlo. Como Elaborar Projectos de Pesquisa, 4ª ed. São Paulo, Editora Atlas, 2008.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATO, Eva Maria. Metodologia do Trabalho Científico. 6ª ed, São Paulo, Editora Atlas, 2001.
MORAIS, Carlos. Descrição, análise e interpretação de informação quantitativa: Escalas de medida, estatística descritiva e inferência estatística. Bragança: Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Bragança, s/d.
AIRES, L. Paradigma qualitativo e práticas de investigação educacional. Lisboa: Universidade Aberta, 2015.
Revisar a literatura envolvida, escolher, analisar criticamente e relatar dados já existentes sobre o tema. Consiste em localizar e resumir a informação existente acerca de um problema. Deve ter-se em conta a pertinência e a qualidade e não a quantidade a escolher as referências bibliográficas a revisar a literatura. A revisão da literatura deve ajudar a formular o problema de investigação evitando duplicidade. Ajuda a definir sua praticabilidade e pode fornecer sugestões metodológicas. As fontes podem ser factuais, estatísticas, opiniões, pontos de vista ou comentários pessoais. As fontes podem ser primárias quando foram escritas pelo investigador referente às suas próprias experiências, ou secundárias quando foram escritas por outros autores. O processo de construção da concepção do projeto tem a função de dar ao investigador a perspectiva do projeto. Implica na criação de conceitos que são os símbolos dos fenômenos abstraídos da realidade da qual fazem parte. Tais conceitos não são os fenômenos em si, mas um marco de referência. O fato é uma construção lógica de conceitos. O referencial teórico amplia a descrição e análise do problema, orienta a organização de dados significativos para descobrir as relações do problema com as teorias existentes e conecta a teoria com a investigação.
ThInK a little.