O conhecimento é uma experiência diversa, que pode ser caracterizada como conhecimento popular, filosófico, teológico e científico, este último se difere dos anteriores pela forma como aborda um objeto de estudo. Segundo Trujillo (1982), “a ciência é todo um conjunto de atitudes e de atividades racionais, dirigido ao sistemático conhecimento, com objetivo limitado e capaz de ser submetido à verificação”. O conhecimento científico é organizado e necessita de fundamentação, tem por características a objetividade, a empiricidade, a racionalidade, é passível de ser sistematizado, replicado e comunicado, bem como é metódico, analítico e cumulativo (Almeida e Freire, 2003).

Já investigação científica pode ser diretamente associada ao método, que a partir de objetivos específicos, busca investigar a relação existente entre os fatos e fenômenos da realidade. A utilização de um método de pesquisa se justifica em termos de organização do trabalho, a fim de que se obtenha produtividade; também porque se busca validar as conclusões a respeito do problema tratado, fator que determina a distinção entre conhecimento científico e o conhecimento quotidiano; e finalmente porque o intuito é tornar o estudo verificável para a comunidade científica (Reto e Nunes, 1990).

A metodologia aplicada a pesquisa dependerá da natureza dos fenômenos estudados, neste sentido é importante ter em mente a diferenciação entre a investigação em ciências da natureza e a investigação em ciências humanas. Em ciências humanas o que se pretende é compreender, explicar, predizer e controlar o comportamento humano, nesta perspectiva há três tipos de investigação: a descritiva (descreve, identifica, e inventaria fenômenos e fatos), a correlacional (relaciona as diferentes variáveis) e a experimental (busca relações causais entre os fenômenos e intenta predizer e/ou controlar os fenômenos).

 Ainda a respeito da investigação, os objetivos tem o papel de orientar qual modelo mais adequado a ser utilizado, para tanto, em termos de finalidade, uma investigação pode ser básica (propõe descobrir problemas, gerar novos conhecimentos para o avanço da ciência), aplicada (visa encontrar resoluções para problemas) ou mista (une os tipos anteriores).

Referências:

Almeida, L. S., & Freire, T. (2003). Metodologia da investigação em psicologia e educação. Ferrari, T. (1982). Alfonso. Metodologia da pesquisa científica.
Reto, L., & Nunes, F. (1999). Métodos como estratégia de pesquisa: problemas tipo numa investigação

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